Quando é que vai perceber que a única companhia de que precisa é o próprio mundo?
E a grama que vai ficando pra trás, parecendo sempre a mesma, antes que note que as árvores se aproximam.
Em busca de joaninhas, um campo aberto pede pra ser vasculhado.
Todos falam demais, explicam demais, rodeiam demais.
Eu só quero a tranquilidade das nuvens e a serenidade da brisa.
Nós na garganta são desfeitos assim que o sol queima e as expectativas giram em torno de que cores de flor colher.
A única que preciso carregar e que posso decepcionar, sou eu. Já é fardo suficiente.
Quando a procura por metáforas é grande e os fatos não mudam, é hora de ir.
Sozinha.
Porque nessa vida, sou só eu e as joaninhas.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Volte depois, amor.
Foi o que eu te disse,
e o que você custa a entender..
Perceba, meu bem, não é questão de ceder.
Não adianta dizer que tudo perdeu a cor
ou que sua vida anda na mesmice,
que lhe vem a vontade de morrer...
volte depois, amor, depois que entender.
Pode curtir tua dor,
por favor, sem criancisse
o único ciúme que pareço ter
é porque acho bonitinho seu jeito de sofrer.
Quando era seu, o meu amor,
se mostrava esperto sem que eu visse,
fazendo seu peito encher
indo e vindo sem ninguém perceber.
Meu bem, o que te fez supor
que eu seria só mais outra...burrice!
agora vai, faz nascer
outro sentimento que não seja fenecer.
Foi o que eu te disse,
e o que você custa a entender..
Perceba, meu bem, não é questão de ceder.
Não adianta dizer que tudo perdeu a cor
ou que sua vida anda na mesmice,
que lhe vem a vontade de morrer...
volte depois, amor, depois que entender.
Pode curtir tua dor,
por favor, sem criancisse
o único ciúme que pareço ter
é porque acho bonitinho seu jeito de sofrer.
Quando era seu, o meu amor,
se mostrava esperto sem que eu visse,
fazendo seu peito encher
indo e vindo sem ninguém perceber.
Meu bem, o que te fez supor
que eu seria só mais outra...burrice!
agora vai, faz nascer
outro sentimento que não seja fenecer.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Com um pé em cada prato da balança, tenta-se manter o controle.
Para cada raio de sol negado agora, há mais três no futuro próximo.
Futuro próximo, mais rápido que qualquer suspiro de surpresa.
Difícil é ignorar as tardes de suco de melancia, é negar os passeios sem comprometimento traçados enquanto se caminha.
Às vontades e impulsos que adoram me rodear, peço paciência como uma mãe que nega chocolate ao filho. A potencialidade da felicidade está em seu ápice, borbulhando em mim de tal forma que quase se torna visível na epiderme.
Ano que não acaba, dedicação que falha, distrações irresistíveis.
Ah, insegurança...se eu pudesse, dava um tapa em sua cara.
Para cada raio de sol negado agora, há mais três no futuro próximo.
Futuro próximo, mais rápido que qualquer suspiro de surpresa.
Difícil é ignorar as tardes de suco de melancia, é negar os passeios sem comprometimento traçados enquanto se caminha.
Às vontades e impulsos que adoram me rodear, peço paciência como uma mãe que nega chocolate ao filho. A potencialidade da felicidade está em seu ápice, borbulhando em mim de tal forma que quase se torna visível na epiderme.
Ano que não acaba, dedicação que falha, distrações irresistíveis.
Ah, insegurança...se eu pudesse, dava um tapa em sua cara.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Onde em todo consentimento houvesse rebeldia e assanhamento. Tirasse leões de cartolas e depois as usasse para dar um passeio comigo.
Fazer matutar a seu respeito, murmurando pistas durante toda a vida.
Uma junção de detalhes extremamente harmoniosos e incitantes que me cutucam a cada dia, não deixando cair na sonolência.
Me fazendo absorver cada palavra e admirá-las depois de juntas.
Apaixonar-me pelo meu maior problema.
Fazer matutar a seu respeito, murmurando pistas durante toda a vida.
Uma junção de detalhes extremamente harmoniosos e incitantes que me cutucam a cada dia, não deixando cair na sonolência.
Me fazendo absorver cada palavra e admirá-las depois de juntas.
Apaixonar-me pelo meu maior problema.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Quando começo a querer calcular movimentos demais, é por ter começado a me sentir transparente.
Enquanto vulto, todos cabem na minha casa de bonecas, os levo para brincar onde eu preferir.
Meu contorno pode ser visto quando chego perto, detalhes são percebidos quando me distraio, mas sem hesitar a translucidez me acolhe.
Não sei dizer bem se a opacidade me faz parte assim como qualquer outro resquício que deixo para trás ou se são os outros que me olham com lupas embaçadas.
Não nego que o desespero me acomete, normalmente quando danço sozinha da maneira mais despreocupada que sei e em determinado momento, sem saber o motivo, me questiono se errei ou acertei. Quando há questionamento, há o medo de algum voyeur atento.
Sei que sou só vulto, mas visto de perto, é claro o erro. Erro escancarado, pueril, merecedor de vaias.
Todos agindo normalmente e mesmo assim, consigo ouvir as vaias com clareza. Ouço-as sem ter a certeza do erro e me pergunto agora o porque de ter me perguntado naquele momento.
Agradeço pelas lunetas opacas que me observam a tempo que queria que o desespero provocado pela pausa da dança fosse abafado por mãos que afagam cabelos e puxam os braços em busca de um rodopio.
Não há mais pausa e dança-se a orquestra de assobios com toda a nitidez que lhe é merecida.
Enquanto vulto, todos cabem na minha casa de bonecas, os levo para brincar onde eu preferir.
Meu contorno pode ser visto quando chego perto, detalhes são percebidos quando me distraio, mas sem hesitar a translucidez me acolhe.
Não sei dizer bem se a opacidade me faz parte assim como qualquer outro resquício que deixo para trás ou se são os outros que me olham com lupas embaçadas.
Não nego que o desespero me acomete, normalmente quando danço sozinha da maneira mais despreocupada que sei e em determinado momento, sem saber o motivo, me questiono se errei ou acertei. Quando há questionamento, há o medo de algum voyeur atento.
Sei que sou só vulto, mas visto de perto, é claro o erro. Erro escancarado, pueril, merecedor de vaias.
Todos agindo normalmente e mesmo assim, consigo ouvir as vaias com clareza. Ouço-as sem ter a certeza do erro e me pergunto agora o porque de ter me perguntado naquele momento.
Agradeço pelas lunetas opacas que me observam a tempo que queria que o desespero provocado pela pausa da dança fosse abafado por mãos que afagam cabelos e puxam os braços em busca de um rodopio.
Não há mais pausa e dança-se a orquestra de assobios com toda a nitidez que lhe é merecida.
domingo, 19 de junho de 2011
Relatando mais um sonho.
Cheguei primeiro, havia uma fila enorme atrás de mim, pessoas se empinhocando e gritando. Com medo de não haver espaço, era um" salve-se quem puder".
Estávamos todos num ponto, esperando os nossos navios. Era uma rua, escura, sem asfalto, com moitas e iluminada por dois postes altos, um de cada lado.Me chamaram, era a minha vez de ir pro meu navio...tinha gente querendo roubar meu lugar e eu tinha que correr...peguei minhas coisas com pressa e subi para a popa do meu navio. Estava tudo escuro lá em cima, e tinha artigos circenses, desmontados e cobertos por lonas...era um circo desmontado realmente. E...muito espaço. Me perguntei porque todos estavam se estapeando lá em baixo, se havia lugar pra todos no meu navio...não cheguei a conclusão alguma. Antes que pudesse adentrar muito na popa, um homem (que estava sentado em uns caixotes) me viu e veio até mim e gritou "NÃO SAI DAÍ" e seguiu, sumindo em alguma reentrancia do meu navio...continuei me indagando e resolvi voltar pra fila, onde tava o Filipe IHAUauh
Só que quando cheguei, ele já tinha entrado no navio dele e eu quis ir atrás e fui.
Fiquei perdida lá dentro, parecia um shopping...ele estava tomando suco de laranja falando com outras pessoas e quando me dei conta estava em um quarto estranho. Ouvi crianças no corredor e fui atrás de uma delas, que o pai era advogado. Ele era gordo e usava cartola, disse que eu tinha perdido a prova do Enem por estar no navio errado (DASHIOADSHIOADSHIO) e eu comecei a ficar desesperada. O advogado se ofereceu pra me ajudar, faz uma carta e disse que ia ficar tudo certo, que eu ia poder fazer a prova num outro dia.
Aí me acordaram :) IHADSOIAHDSOIHAODS
Estávamos todos num ponto, esperando os nossos navios. Era uma rua, escura, sem asfalto, com moitas e iluminada por dois postes altos, um de cada lado.Me chamaram, era a minha vez de ir pro meu navio...tinha gente querendo roubar meu lugar e eu tinha que correr...peguei minhas coisas com pressa e subi para a popa do meu navio. Estava tudo escuro lá em cima, e tinha artigos circenses, desmontados e cobertos por lonas...era um circo desmontado realmente. E...muito espaço. Me perguntei porque todos estavam se estapeando lá em baixo, se havia lugar pra todos no meu navio...não cheguei a conclusão alguma. Antes que pudesse adentrar muito na popa, um homem (que estava sentado em uns caixotes) me viu e veio até mim e gritou "NÃO SAI DAÍ" e seguiu, sumindo em alguma reentrancia do meu navio...continuei me indagando e resolvi voltar pra fila, onde tava o Filipe IHAUauh
Só que quando cheguei, ele já tinha entrado no navio dele e eu quis ir atrás e fui.
Fiquei perdida lá dentro, parecia um shopping...ele estava tomando suco de laranja falando com outras pessoas e quando me dei conta estava em um quarto estranho. Ouvi crianças no corredor e fui atrás de uma delas, que o pai era advogado. Ele era gordo e usava cartola, disse que eu tinha perdido a prova do Enem por estar no navio errado (DASHIOADSHIOADSHIO) e eu comecei a ficar desesperada. O advogado se ofereceu pra me ajudar, faz uma carta e disse que ia ficar tudo certo, que eu ia poder fazer a prova num outro dia.
Aí me acordaram :) IHADSOIAHDSOIHAODS
domingo, 22 de maio de 2011
Preciso fazer meu almoço, mas tenho a impressão de que eu é quem vou ser consumida em breve.
Aquela ligeira agonia de presa, que nunca fui, mas consigo imaginar.
Desconforto latente.
Acontece que, se eu fosse realmente uma presa, instintos seriam seguidos e essa lógica que eu penso ter não atrapalharia. Eu não seria engolida por mim tão vorazmente, teria argumentos a meu favor.
Medo de que? Sou eu quem foge e quem persegue.
Às vezes o esconderijo é bom.
E com o cobertor por cima da cabeça finjo que é só o vento arrastando algum carro na rua, que foi apenas uma manada de elefantes que escapou sem querer, não é nada.
É quando dói mais.
Dilacerada para que o intrínseco seja devorado e se transforme em prazer quando relembrado.
Prazer latente.
Aquela ligeira agonia de presa, que nunca fui, mas consigo imaginar.
Desconforto latente.
Acontece que, se eu fosse realmente uma presa, instintos seriam seguidos e essa lógica que eu penso ter não atrapalharia. Eu não seria engolida por mim tão vorazmente, teria argumentos a meu favor.
Medo de que? Sou eu quem foge e quem persegue.
Às vezes o esconderijo é bom.
E com o cobertor por cima da cabeça finjo que é só o vento arrastando algum carro na rua, que foi apenas uma manada de elefantes que escapou sem querer, não é nada.
É quando dói mais.
Dilacerada para que o intrínseco seja devorado e se transforme em prazer quando relembrado.
Prazer latente.
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