segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Desisto.
Percebi que sou uma má companhia para mim mesma. Como? Já lhe digo.
Sempre me disponho a resolver meus problemas, discuto comigo mesma e encontro a solução mais viável e inteligente. Excelente! Mãos à obra! Porém, calma...o que foi que eu sonhei essa noite? Ah, que vontade de ouvir aquelas músicas, vou ligar para o meu amigo. Deixei esse livro pela metade, talvez mais tarde continue. Que cama mais bagunçada, mal consigo me esticar...aahh meu violão logo aqui em cima, quais são os acordes daquela música mesmo? Preciso estudar quiromancia.
E como um gráfico de lucros de uma empresa que vai à falência, meu interesse por resolver os problemas chega a um nível negativo.
O mais engraçado (ou burro) de tudo isso: são meus problemas, sei como resolvê-los mas desvio a mim mesma da resolução.
Percebo, então, que não é uma relação produtiva e que devo repensar se quero mesmo continuar falando comigo.





(já entendi o porque de terem dito que me dou melhor escrevendo ficção..)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Insípida

Joguem baldes de água fria na minha fuça, por favor.
Quero me lançar a um experimento e tentar notar algum resquício de sensação.
Parada, aqui, olhando para a tela do computador e pensando o que escrever : não sinto nada.
Passei o dia assim, sem explicação...apenas não sentia e não sinto até agora.
O estado de letargia me pegou de jeito dessa vez e não faço questão de nada nem de ninguém
...nem de mim.
Fincada no chão, sem sentir nada.
Criando raízes fundas, na procura de um nutriente que eu nem sei se existe nesse perímetro...só parei aqui e fiquei e nem acho que foi porque eu quis pois nem vontade de absorver eu tenho.
Um galho seco, que sabe que já fez parte da sustentação de um corpo bem vivo e colorido e que agora percebe que se desfaz no chão para se tornar outra coisa.
Coisa que nem sabe o que é e nem se queria ser mas que acontece.