Com um pé em cada prato da balança, tenta-se manter o controle.
Para cada raio de sol negado agora, há mais três no futuro próximo.
Futuro próximo, mais rápido que qualquer suspiro de surpresa.
Difícil é ignorar as tardes de suco de melancia, é negar os passeios sem comprometimento traçados enquanto se caminha.
Às vontades e impulsos que adoram me rodear, peço paciência como uma mãe que nega chocolate ao filho. A potencialidade da felicidade está em seu ápice, borbulhando em mim de tal forma que quase se torna visível na epiderme.
Ano que não acaba, dedicação que falha, distrações irresistíveis.
Ah, insegurança...se eu pudesse, dava um tapa em sua cara.
terça-feira, 26 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Onde em todo consentimento houvesse rebeldia e assanhamento. Tirasse leões de cartolas e depois as usasse para dar um passeio comigo.
Fazer matutar a seu respeito, murmurando pistas durante toda a vida.
Uma junção de detalhes extremamente harmoniosos e incitantes que me cutucam a cada dia, não deixando cair na sonolência.
Me fazendo absorver cada palavra e admirá-las depois de juntas.
Apaixonar-me pelo meu maior problema.
Fazer matutar a seu respeito, murmurando pistas durante toda a vida.
Uma junção de detalhes extremamente harmoniosos e incitantes que me cutucam a cada dia, não deixando cair na sonolência.
Me fazendo absorver cada palavra e admirá-las depois de juntas.
Apaixonar-me pelo meu maior problema.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Quando começo a querer calcular movimentos demais, é por ter começado a me sentir transparente.
Enquanto vulto, todos cabem na minha casa de bonecas, os levo para brincar onde eu preferir.
Meu contorno pode ser visto quando chego perto, detalhes são percebidos quando me distraio, mas sem hesitar a translucidez me acolhe.
Não sei dizer bem se a opacidade me faz parte assim como qualquer outro resquício que deixo para trás ou se são os outros que me olham com lupas embaçadas.
Não nego que o desespero me acomete, normalmente quando danço sozinha da maneira mais despreocupada que sei e em determinado momento, sem saber o motivo, me questiono se errei ou acertei. Quando há questionamento, há o medo de algum voyeur atento.
Sei que sou só vulto, mas visto de perto, é claro o erro. Erro escancarado, pueril, merecedor de vaias.
Todos agindo normalmente e mesmo assim, consigo ouvir as vaias com clareza. Ouço-as sem ter a certeza do erro e me pergunto agora o porque de ter me perguntado naquele momento.
Agradeço pelas lunetas opacas que me observam a tempo que queria que o desespero provocado pela pausa da dança fosse abafado por mãos que afagam cabelos e puxam os braços em busca de um rodopio.
Não há mais pausa e dança-se a orquestra de assobios com toda a nitidez que lhe é merecida.
Enquanto vulto, todos cabem na minha casa de bonecas, os levo para brincar onde eu preferir.
Meu contorno pode ser visto quando chego perto, detalhes são percebidos quando me distraio, mas sem hesitar a translucidez me acolhe.
Não sei dizer bem se a opacidade me faz parte assim como qualquer outro resquício que deixo para trás ou se são os outros que me olham com lupas embaçadas.
Não nego que o desespero me acomete, normalmente quando danço sozinha da maneira mais despreocupada que sei e em determinado momento, sem saber o motivo, me questiono se errei ou acertei. Quando há questionamento, há o medo de algum voyeur atento.
Sei que sou só vulto, mas visto de perto, é claro o erro. Erro escancarado, pueril, merecedor de vaias.
Todos agindo normalmente e mesmo assim, consigo ouvir as vaias com clareza. Ouço-as sem ter a certeza do erro e me pergunto agora o porque de ter me perguntado naquele momento.
Agradeço pelas lunetas opacas que me observam a tempo que queria que o desespero provocado pela pausa da dança fosse abafado por mãos que afagam cabelos e puxam os braços em busca de um rodopio.
Não há mais pausa e dança-se a orquestra de assobios com toda a nitidez que lhe é merecida.
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