Lembra do que você estava falando? Então, acho tudo besteira. Juro, acho mesmo, mas não fica triste não. O fato é que graças às besteiras que você disse, eu cheguei à algumas conclusões, que podem ser besteiras também.
Besteiras essas, que são a essência. A minha. Imutável.
Outro fato é que me perco, às vezes esqueço das minhas besteiras e tento viver a dos outros, você sabe. Você sabe, mas você também esquece. Afinal, quantas sou? Nem sei mais a quem me refiro.Mas por me perder, preciso do que faça lembrar, e eu tenho. Meus desenhos, deitar numa mancha de sol, o Filipe. É, eu tenho.
O bom é que o Filipe também lembra dele fazendo essas besteiras, e eu acho ótimo ter companhia, essa companhia.
Mas o ponto não são os lembretes, mas sim o esquecer. O esquecer é bom porque depois de lembrado, sei o valor do esquecido. Enfim...
O esquecer e o lembrar de mim, por mim. Sei lá o que quero dizer...
Estou meio eufórica, meio solta, correndo sozinha nos jardins da cabeça. Gosto de compartilhar o que vejo, mas não quero que ninguém além de todas de mim saiba do que digo por si só. Eu gosto de contar, quando quero contar, se quero contar. É, essa sede de mim invade e eu acabo por querer só isso.
O mistério me faz falta, as cortinas que embaçam, as interrogações. As folhas que só eu vejo.
me mim comigo
te ti contigo
sábado, 28 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Eu sabia que tinha algo de errado.
Sabia que tinha. Porque há um tempo você deixou de me contar o que lia, rindo das vírgulas e questionando a cor do papel. Passou a ouvir, passou a observar e só.
Sinto falta, sinto falta do seu falar sem fim. Sinto falta de dormir no meio das suas frases intermináveis, sinto falta das risadas e dos assobios. Quando tudo era doce.
Nunca precisávamos de acontecimentos para termos conversas de deixar a boca seca, filosofar a respeito do meio fio e rir um do outro.
Seu silêncio sempre me assustou.
Sabia que tinha. Porque há um tempo você deixou de me contar o que lia, rindo das vírgulas e questionando a cor do papel. Passou a ouvir, passou a observar e só.
Sinto falta, sinto falta do seu falar sem fim. Sinto falta de dormir no meio das suas frases intermináveis, sinto falta das risadas e dos assobios. Quando tudo era doce.
Nunca precisávamos de acontecimentos para termos conversas de deixar a boca seca, filosofar a respeito do meio fio e rir um do outro.
Seu silêncio sempre me assustou.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Alguém, por favor, me diz o que que eu faço com o meu não saber o que fazer?
Dizem que somos felizes quando fazemos o que gostamos. Mas a essa altura, nem do que eu gosto eu não sei mais. É fácil dizer que se gosta conforme o que se vê, é fácil dizer que o comportamento provém do que acontece quando a curiosidade de saber o que esta longe da vista e do contexto não aparece.
A vida segue tranquila...porque somos o que somos e é isso o que temos que fazer.
E se eu quiser o que eu não tenho que fazer? E se eu preferir as bordas, os parênteses, as notas de rodapé?
tô morrendo de dor de cabeça.
Deve ser por causa do texto
Dizem que somos felizes quando fazemos o que gostamos. Mas a essa altura, nem do que eu gosto eu não sei mais. É fácil dizer que se gosta conforme o que se vê, é fácil dizer que o comportamento provém do que acontece quando a curiosidade de saber o que esta longe da vista e do contexto não aparece.
A vida segue tranquila...porque somos o que somos e é isso o que temos que fazer.
E se eu quiser o que eu não tenho que fazer? E se eu preferir as bordas, os parênteses, as notas de rodapé?
tô morrendo de dor de cabeça.
Deve ser por causa do texto
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