O ir que não deixa vir.
O crer e ter de conferir.
O sonhar e desiludir.
O pensar sem presumir.
O voar sem querer partir.
O nadar antes de despir.
O questionar para sorrir.
O meditar e dormir.
O espaventar e depois sentir.
O interditar do fluir.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Cortar as unhas para que o balão não estoure enquanto se segura com força, precioso demais para ir embora assim com tanta tranquilidade.
É bom que mantenham a imagem do balão em suas mentes, pois é exatamente isso. Tão fácil de me escapar por mãos que transpiram...
Fazendo o mesmo caminho, meu pecado está em não sentir onde piso e tentar deduzir pra onde vou. Meu pecado está em precisar de mãos que puxam sem saber, meu pecado está na aprovação dos semelhantes.
Num mundo onde se enxerga melhor de cabeça para baixo, recuso com força a minha inibição natural à gravidade e tento criar raízes, plantar-me em qualquer terreno, sem conseguir identificar o motivo.
Penso que a benção que me foi concedida, não me cabe. Que o meu flutuar reprimido, sofre.
Penso não ser digna das nuvens que me acariciam e o que me preenche não pertence à mim.
O laçar de estrelas e o nascer de sementes frustrando-se mutuamente.
O balão que não deixam escapar para que flua do jeito que há de fluir, sem compreender que para qualquer sopro que o acometa, a resposta será um balançar gracioso e despreocupado.
Que as mãos que transpiram deixem ir, ou que as unhas penetrem. O murchar é desesperador.
É bom que mantenham a imagem do balão em suas mentes, pois é exatamente isso. Tão fácil de me escapar por mãos que transpiram...
Fazendo o mesmo caminho, meu pecado está em não sentir onde piso e tentar deduzir pra onde vou. Meu pecado está em precisar de mãos que puxam sem saber, meu pecado está na aprovação dos semelhantes.
Num mundo onde se enxerga melhor de cabeça para baixo, recuso com força a minha inibição natural à gravidade e tento criar raízes, plantar-me em qualquer terreno, sem conseguir identificar o motivo.
Penso que a benção que me foi concedida, não me cabe. Que o meu flutuar reprimido, sofre.
Penso não ser digna das nuvens que me acariciam e o que me preenche não pertence à mim.
O laçar de estrelas e o nascer de sementes frustrando-se mutuamente.
O balão que não deixam escapar para que flua do jeito que há de fluir, sem compreender que para qualquer sopro que o acometa, a resposta será um balançar gracioso e despreocupado.
Que as mãos que transpiram deixem ir, ou que as unhas penetrem. O murchar é desesperador.
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