O que você quis dizer com aquele papo furado?
Agora o café não tem mais gosto e roer as unhas não funciona.
Roer pra que? Se a unica coisa que queria agora era cravá-las nas suas costas...
Odeio me esticar na cama. Odeio me esticar na cama e não sentir nada além da cama.
Sinto urubus pairando sobre mim nesse instante, entende? Ou talvez eu seja um deles, feio, pescoçudo, em busca de qualquer coisa que cheire a podridão...cheguei a você. Um morto que me deu vida por alguns instantes.
O que dizer a respeito? O que te dizer?
Bem, querido...desculpe. Desculpe, é isso...o que tenho pra dizer. E só.
Agora já foi, agora você já se levantou e saiu andando antes que eu pudesse dar o bote...
Saiu andando sem mim, saiu andando na minha frente e não fez menção de nada.
Não dava nada por você, meu bem, admito, mas me desculpe. Deixei com que escapasse ileso e quem rola aqui sozinha sou eu. Me desculpe.
Rodando nessa merda eu não sei o que pensar e quero que esse quarto branco se apague, me embebedar com a tua ingenuidade e me esconder dentro de alguma caixa.
Aqui jaz um urubu derrotado.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Gosto quando minha mãe muda o tempero e pede pra que eu adivinhe o que tem de diferente.
Me lembrei de você outro dia quando ia cantarolando a caminho de qualquer lugar e vi pirulitos na padaria. Não sei qual é o seu sabor favorito, sei que é verde. Pode ser desde limão até jaca..existe pirulito de jaca? Bem, existe árvore de jaca e isso já soa como absurdo...mas existe.
Absurdo é estarmos afastados, absurdo é existir a distância, absurdo é eu não ter um tapete mágico e nem rodinhas nos pés.
Te ver é quase tão bom quanto deixar que o vento sopre minha nuca enquanto transpiro, quase tão bom quanto vertigem. Como deixar-se cair no macio.
Quando disse que gostava de sapatos vermelhos você deu risada, mas eu estava sendo sincero. Te darei sapatos vermelhos e poderei te achar entre qualquer multidão se me abaixar um pouco...mais para saber onde você está do que para ir ao seu encontro, vou me contradizer um pouco agora, preciso da distância...se te tiver a vista.
É gostoso te ver de longe, ver a silhueta e saber o que é e o que guarda, mesmo de longe. Como quando se tira fotos em lugares movimentados com todas aquelas silhuetas e crianças brincando ao fundo e não se sabe nem o nome delas...e eu continuo sabendo o seu, mesmo de longe.
Dedos foram feitos para serem entrelaçados com outros. Mãos conversam e se entendem sem que seus donos saibam. Não há muito a ser feito...
Nunca consegui adivinhar os temperos da minha mãe, e a variação nem é tão grande.
Me lembrei de você outro dia quando ia cantarolando a caminho de qualquer lugar e vi pirulitos na padaria. Não sei qual é o seu sabor favorito, sei que é verde. Pode ser desde limão até jaca..existe pirulito de jaca? Bem, existe árvore de jaca e isso já soa como absurdo...mas existe.
Absurdo é estarmos afastados, absurdo é existir a distância, absurdo é eu não ter um tapete mágico e nem rodinhas nos pés.
Te ver é quase tão bom quanto deixar que o vento sopre minha nuca enquanto transpiro, quase tão bom quanto vertigem. Como deixar-se cair no macio.
Quando disse que gostava de sapatos vermelhos você deu risada, mas eu estava sendo sincero. Te darei sapatos vermelhos e poderei te achar entre qualquer multidão se me abaixar um pouco...mais para saber onde você está do que para ir ao seu encontro, vou me contradizer um pouco agora, preciso da distância...se te tiver a vista.
É gostoso te ver de longe, ver a silhueta e saber o que é e o que guarda, mesmo de longe. Como quando se tira fotos em lugares movimentados com todas aquelas silhuetas e crianças brincando ao fundo e não se sabe nem o nome delas...e eu continuo sabendo o seu, mesmo de longe.
Dedos foram feitos para serem entrelaçados com outros. Mãos conversam e se entendem sem que seus donos saibam. Não há muito a ser feito...
Nunca consegui adivinhar os temperos da minha mãe, e a variação nem é tão grande.
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