segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O que você quis dizer com aquele papo furado?
Agora o café não tem mais gosto e roer as unhas não funciona.
Roer pra que? Se a unica coisa que queria agora era cravá-las nas suas costas...
Odeio me esticar na cama. Odeio me esticar na cama e não sentir nada além da cama.
Sinto urubus pairando sobre mim nesse instante, entende? Ou talvez eu seja um deles, feio, pescoçudo, em busca de qualquer coisa que cheire a podridão...cheguei a você. Um morto que me deu vida por alguns instantes.
O que dizer a respeito? O que te dizer?
Bem, querido...desculpe. Desculpe, é isso...o que tenho pra dizer. E só.
Agora já foi, agora você já se levantou e saiu andando antes que eu pudesse dar o bote...
Saiu andando sem mim, saiu andando na minha frente e não fez menção de nada.
Não dava nada por você, meu bem, admito, mas me desculpe. Deixei com que escapasse ileso e quem rola aqui sozinha sou eu. Me desculpe.
Rodando nessa merda eu não sei o que pensar e quero que esse quarto branco se apague, me embebedar com a tua ingenuidade e me esconder dentro de alguma caixa.
Aqui jaz um urubu derrotado.

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