Sonhos são curiosos. Tive um dos intensos ontem...
Você veio, no meio da tarde e da chuva, escondendo o cansaço que te embalava. Eu fui ao seu encontro, que nem sempre, vi sua silhueta na porta de vidro e me enchi da euforia esperada.
Por um motivo qualquer você não podia entrar, saímos na chuva.
Não sei bem se era porque estava dormindo ou se era sua companhia, sei que o caminho desapareceu debaixo dos meus pés e fomos nos transportando de um ponto ao outro. Era tão bom te ver, era tão bom ir com você...só ir.
Tinha certos movimentos que eu não podia fazer, era um daquele sonhos que a gente fica meio limitado, meio sem ar, sem falar e fazer tudo que quer. Não tinha controle.
Posso revivê-lo em 3 segundos, todo o desconforto vindo de sabe-se lá onde misturado à felicidade de te ter comigo.
Acho que só queria ser do jeito que era, mas dessa vez não tivemos chance.
Em certa altura, me vi sozinha e sem poder te chamar de volta, fui até a janela e vi sua silhueta de novo, indo.
Os nós na garganta vieram, acordei soluçando.
Senti o lençol, o travesseiro. Estava sozinha ainda, mas você não chorava mais.
Penso que não suportaria te ver chorando daquele jeito, se fosse de verdade. Penso que ia ficar sem reação, não ia saber me mover nem dizer o que queria.
Só tentaria ser do jeito que era, do jeito que eu sabia que era bom...
Nunca teria te beijado tão pouco se fosse de verdade. Não teria te deixado ir.
Vou gritar que te amo pra todas as vezes que sua silhueta me aparecer.
E se o sonho vier de novo, eu sussurro quantas vezes forem necessárias.
voce fez da MINHA realidade um sonho, que revivo sempre que te vejo
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