terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Como quando se inspira o perfume de alguma coisa deliciosa.
O peito expande, as costelas se movem, o corpo se esforça pra que caiba mais um pouco do melhor milímetro de atmosfera.
Devagar o ar percorre o tronco, preenche, fazendo com que o vazio que em mim vivia, fosse espremido até o fim.
Me sinto viva, cheia, como se o que tivesse respirado fosse sólido.
O perfume passeia pelas entranhas, faz carinho no peito, cabe direitinho no ápice do esforço dos pulmões e diafragma, me pertence... Todo ele.
Sou obrigada a deixar ir, o que já esteve por mim... Expiro com um pesar enorme, sabendo que o vazio volta.
Deixo ir, modificado, o aroma que me permitiu sentir a mim mesma.

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