Depois do achar ser, sei que não. O que era, não passava de mastigar e cuspir.
Até parecia ingerir, até parecia consumido. Podia parecer qualquer coisa,não sei, pode até ser que houvesse prazer, um prazer enganado. Prazer que fingia sem saber que mentia. Era o melhor que podia conforme o vento tocava, apesar do desconforto.
Agora, penso que sei. Penso que vi onde está a pedra e não tem mais de ser mastigada...
Não farei comparações porque não há, é simples. O complicado vem depois.
Ao enxergar, me veio uma mistura de sei lá o que com qualquer coisa, um encontrar sem estar procurando.
Afirmo que agora o questionamento será outro, e a necessidade de confirmação foi-se com o inverno.Fui-me com o inverno, restou o inexplorado.
Delicioso inexplorado, quantos mais hão de vir? Eu não sei e também pouco importa, se acabasse aqui já seria suficiente. Engraçado que suficiente não deixa satisfeito.
A satisfação se faz só agora, enquanto corro linhas abaixo, todas de mim, um eu escorrendo por meio dos dedos de quem cava sem saber que já encontrou. A satisfação só é agora, eu exposta, eu cuspida, eu do avesso.
Que o que influi, misturado, me venha aos poros e se faça vivo para que eu me torne também. De fora pra dentro pois é o que sou. Um fora que invade, vendado, fazendo o que quiser.
Que o intrínseco floresça, mas não deixe de absorver.
Onde a timidez seja formada a partir do pensado e oculto e não do que venha a sair do bolso.
Bolso do peito, o mais secreto.
suficiente agora, e esse agora, pra mim, é extremamente confortavel
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