Preciso fazer meu almoço, mas tenho a impressão de que eu é quem vou ser consumida em breve.
Aquela ligeira agonia de presa, que nunca fui, mas consigo imaginar.
Desconforto latente.
Acontece que, se eu fosse realmente uma presa, instintos seriam seguidos e essa lógica que eu penso ter não atrapalharia. Eu não seria engolida por mim tão vorazmente, teria argumentos a meu favor.
Medo de que? Sou eu quem foge e quem persegue.
Às vezes o esconderijo é bom.
E com o cobertor por cima da cabeça finjo que é só o vento arrastando algum carro na rua, que foi apenas uma manada de elefantes que escapou sem querer, não é nada.
É quando dói mais.
Dilacerada para que o intrínseco seja devorado e se transforme em prazer quando relembrado.
Prazer latente.
oi.
ResponderExcluirfugir nunca é bom e algum dia a gente tem que encarar os nossos medos, querida desconhecida.
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