sábado, 19 de março de 2011

Escolher uma realidade para enxergar e de vez em quando, misturar todas.
Fingir que o mundo é meu, que hoje não acaba e que os ventos sopram de acordo com o meu sorriso.
Fazer dos planetas, contas para minha pulseira e andar por aí com quantas órbitas eu quiser presas ao meu pulso.
Prender a respiração pelo tempo que eu quisesse sem ficar roxa, girar sem ficar tonta.
Subir em um balanço e ser lançada por aí com margaridas nos olhos.
Passear por entre as ilustrações de algum livro de contos fugindo do término das páginas.
Escalar torrões de açúcar cantarolando sonatas com as constelações mais próximas.
De que vale tudo isso se os grilos não estiverem perto e eu não puder te ver acenando da outra margem?
Pescar estrelas, morder nuvens e dormir de ponta cabeça.
Cócegas no cutuvelo e pirulitos da sorte.
Cachos no cabelo e beijos no cangote.
Um monte de nada, por todo o hoje em que relógios não existem e os limites são demarcados por feixes coloridos de luz.

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