Não sei se o que eu devia escrever é um texto ou um email, não sei se o que eu devia sentir era só medo ou medo e desespero...
Já senti os dois, dormi pior do que cachorro de rua e tanto faz se chove ou faz sol.
Não sei o que vai fazer de você, por onde vai, o que vai escolher lembrar de mim...
Estou aqui, como quando suas mãos escorregaram pela minha cintura pela primeira vez.
Como quando o êxtase de felicidade me atingiu.
Sozinha, admito, mas como ninguém se apodera das memórias dos outros, há um certo tipo de segurança. Porque eu sei do que eu vou me lembrar e reviver quando estiver distraída...
O viajar entre as estrelas, pode fazer dos nossos olhos lunetas ou microscópios.
Isso ninguém me tira, nem você. Ninguém me tira a felicidade infinda, sim, infinda.
É uma pena, eu sinto muito por tudo.
Só queria que tudo continuasse sendo possível, por essa e todas as outras noites. Nossas.
A vida é bonita sim, mas eu descobri há um tempo que é linda e explode perto do rosto quando compartilhada com você.
Pense o que quiser, eu não vou mais tentar te convencer de nada, a essa altura não tem mais muito o que dizer. Imagine meus dias como quiser, com quem quiser, com as cores que quiser.
Você não sabe o que se passa por trás dos olhos da ressaca incansável.
Queria, sinceramente, que acreditasse em mim.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Como quando se inspira o perfume de alguma coisa deliciosa.
O peito expande, as costelas se movem, o corpo se esforça pra que caiba mais um pouco do melhor milímetro de atmosfera.
Devagar o ar percorre o tronco, preenche, fazendo com que o vazio que em mim vivia, fosse espremido até o fim.
Me sinto viva, cheia, como se o que tivesse respirado fosse sólido.
O perfume passeia pelas entranhas, faz carinho no peito, cabe direitinho no ápice do esforço dos pulmões e diafragma, me pertence... Todo ele.
Sou obrigada a deixar ir, o que já esteve por mim... Expiro com um pesar enorme, sabendo que o vazio volta.
Deixo ir, modificado, o aroma que me permitiu sentir a mim mesma.
O peito expande, as costelas se movem, o corpo se esforça pra que caiba mais um pouco do melhor milímetro de atmosfera.
Devagar o ar percorre o tronco, preenche, fazendo com que o vazio que em mim vivia, fosse espremido até o fim.
Me sinto viva, cheia, como se o que tivesse respirado fosse sólido.
O perfume passeia pelas entranhas, faz carinho no peito, cabe direitinho no ápice do esforço dos pulmões e diafragma, me pertence... Todo ele.
Sou obrigada a deixar ir, o que já esteve por mim... Expiro com um pesar enorme, sabendo que o vazio volta.
Deixo ir, modificado, o aroma que me permitiu sentir a mim mesma.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
É crime sentir insatisfação sobre si mesmo? Pois se for, já preparo os punhos no aguardo das algemas.
Insatisfação? Mas que besteira! Tão jovem, ingressando na universidade, você está indo muito bem.
Pois lhe digo, não estou. Antes que me venha com essa conversa profissional e fútil, quero que escute: A vida toda, fiz o que me era proposto, alcancei o esperado para a minha idade, não decepcionei nem magonei ninguém.
Nunca saí da linha, nunca fugi à regra, nunca escapei nem fiz estripulias. Quando criança, era a primeira (e única) a perguntar: "mas será que pode?" Claro que pode, menina idiota.
A vida é feita do que não podia ser feito e alguém fez. Esse é o ponto, sou covarde.
Tão covarde que admito isso aqui, mas mantenho pose de alguém que não existe.
A coragem que não possuo trouxe a insatisfação e com ela vou ter de me acostumar, pois coragem não se aprende, não se adquire.
Eis que reconheço uma das primeiras constantes da minha vida.
Copia da agenda.
Insatisfação? Mas que besteira! Tão jovem, ingressando na universidade, você está indo muito bem.
Pois lhe digo, não estou. Antes que me venha com essa conversa profissional e fútil, quero que escute: A vida toda, fiz o que me era proposto, alcancei o esperado para a minha idade, não decepcionei nem magonei ninguém.
Nunca saí da linha, nunca fugi à regra, nunca escapei nem fiz estripulias. Quando criança, era a primeira (e única) a perguntar: "mas será que pode?" Claro que pode, menina idiota.
A vida é feita do que não podia ser feito e alguém fez. Esse é o ponto, sou covarde.
Tão covarde que admito isso aqui, mas mantenho pose de alguém que não existe.
A coragem que não possuo trouxe a insatisfação e com ela vou ter de me acostumar, pois coragem não se aprende, não se adquire.
Eis que reconheço uma das primeiras constantes da minha vida.
Copia da agenda.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Sonhos são curiosos. Tive um dos intensos ontem...
Você veio, no meio da tarde e da chuva, escondendo o cansaço que te embalava. Eu fui ao seu encontro, que nem sempre, vi sua silhueta na porta de vidro e me enchi da euforia esperada.
Por um motivo qualquer você não podia entrar, saímos na chuva.
Não sei bem se era porque estava dormindo ou se era sua companhia, sei que o caminho desapareceu debaixo dos meus pés e fomos nos transportando de um ponto ao outro. Era tão bom te ver, era tão bom ir com você...só ir.
Tinha certos movimentos que eu não podia fazer, era um daquele sonhos que a gente fica meio limitado, meio sem ar, sem falar e fazer tudo que quer. Não tinha controle.
Posso revivê-lo em 3 segundos, todo o desconforto vindo de sabe-se lá onde misturado à felicidade de te ter comigo.
Acho que só queria ser do jeito que era, mas dessa vez não tivemos chance.
Em certa altura, me vi sozinha e sem poder te chamar de volta, fui até a janela e vi sua silhueta de novo, indo.
Os nós na garganta vieram, acordei soluçando.
Senti o lençol, o travesseiro. Estava sozinha ainda, mas você não chorava mais.
Penso que não suportaria te ver chorando daquele jeito, se fosse de verdade. Penso que ia ficar sem reação, não ia saber me mover nem dizer o que queria.
Só tentaria ser do jeito que era, do jeito que eu sabia que era bom...
Nunca teria te beijado tão pouco se fosse de verdade. Não teria te deixado ir.
Vou gritar que te amo pra todas as vezes que sua silhueta me aparecer.
E se o sonho vier de novo, eu sussurro quantas vezes forem necessárias.
Você veio, no meio da tarde e da chuva, escondendo o cansaço que te embalava. Eu fui ao seu encontro, que nem sempre, vi sua silhueta na porta de vidro e me enchi da euforia esperada.
Por um motivo qualquer você não podia entrar, saímos na chuva.
Não sei bem se era porque estava dormindo ou se era sua companhia, sei que o caminho desapareceu debaixo dos meus pés e fomos nos transportando de um ponto ao outro. Era tão bom te ver, era tão bom ir com você...só ir.
Tinha certos movimentos que eu não podia fazer, era um daquele sonhos que a gente fica meio limitado, meio sem ar, sem falar e fazer tudo que quer. Não tinha controle.
Posso revivê-lo em 3 segundos, todo o desconforto vindo de sabe-se lá onde misturado à felicidade de te ter comigo.
Acho que só queria ser do jeito que era, mas dessa vez não tivemos chance.
Em certa altura, me vi sozinha e sem poder te chamar de volta, fui até a janela e vi sua silhueta de novo, indo.
Os nós na garganta vieram, acordei soluçando.
Senti o lençol, o travesseiro. Estava sozinha ainda, mas você não chorava mais.
Penso que não suportaria te ver chorando daquele jeito, se fosse de verdade. Penso que ia ficar sem reação, não ia saber me mover nem dizer o que queria.
Só tentaria ser do jeito que era, do jeito que eu sabia que era bom...
Nunca teria te beijado tão pouco se fosse de verdade. Não teria te deixado ir.
Vou gritar que te amo pra todas as vezes que sua silhueta me aparecer.
E se o sonho vier de novo, eu sussurro quantas vezes forem necessárias.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
E é no meio da balburdia que te encontro. Estendendo a mão, convidando para uma conversa tranquila, longe de tudo aquilo.
É no meio da bagunça incômoda do mundo que conseguimos respirar aliviados, por estarmos juntos.
A dor passa, o choro seca, e tudo o que fazia o maior sentido, vira de cabeça pra baixo.
As cores tomam conta, os sorrisos se estabelecem e o que vemos é essa felicidade infinda, só ela importa.
Além do tempo, além da racionalidade da vida. É essa felicidade que toma conta dos meus pensamentos em todos os momentos...
É só com você, meu menino.
É só isso...
É no meio da bagunça incômoda do mundo que conseguimos respirar aliviados, por estarmos juntos.
A dor passa, o choro seca, e tudo o que fazia o maior sentido, vira de cabeça pra baixo.
As cores tomam conta, os sorrisos se estabelecem e o que vemos é essa felicidade infinda, só ela importa.
Além do tempo, além da racionalidade da vida. É essa felicidade que toma conta dos meus pensamentos em todos os momentos...
É só com você, meu menino.
É só isso...
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Cortar as unhas para que o balão não estoure enquanto se segura com força, precioso demais para ir embora assim com tanta tranquilidade.
É bom que mantenham a imagem do balão em suas mentes, pois é exatamente isso. Tão fácil de me escapar por mãos que transpiram...
Fazendo o mesmo caminho, meu pecado está em não sentir onde piso e tentar deduzir pra onde vou. Meu pecado está em precisar de mãos que puxam sem saber, meu pecado está na aprovação dos semelhantes.
Num mundo onde se enxerga melhor de cabeça para baixo, recuso com força a minha inibição natural à gravidade e tento criar raízes, plantar-me em qualquer terreno, sem conseguir identificar o motivo.
Penso que a benção que me foi concedida, não me cabe. Que o meu flutuar reprimido, sofre.
Penso não ser digna das nuvens que me acariciam e o que me preenche não pertence à mim.
O laçar de estrelas e o nascer de sementes frustrando-se mutuamente.
O balão que não deixam escapar para que flua do jeito que há de fluir, sem compreender que para qualquer sopro que o acometa, a resposta será um balançar gracioso e despreocupado.
Que as mãos que transpiram deixem ir, ou que as unhas penetrem. O murchar é desesperador.
É bom que mantenham a imagem do balão em suas mentes, pois é exatamente isso. Tão fácil de me escapar por mãos que transpiram...
Fazendo o mesmo caminho, meu pecado está em não sentir onde piso e tentar deduzir pra onde vou. Meu pecado está em precisar de mãos que puxam sem saber, meu pecado está na aprovação dos semelhantes.
Num mundo onde se enxerga melhor de cabeça para baixo, recuso com força a minha inibição natural à gravidade e tento criar raízes, plantar-me em qualquer terreno, sem conseguir identificar o motivo.
Penso que a benção que me foi concedida, não me cabe. Que o meu flutuar reprimido, sofre.
Penso não ser digna das nuvens que me acariciam e o que me preenche não pertence à mim.
O laçar de estrelas e o nascer de sementes frustrando-se mutuamente.
O balão que não deixam escapar para que flua do jeito que há de fluir, sem compreender que para qualquer sopro que o acometa, a resposta será um balançar gracioso e despreocupado.
Que as mãos que transpiram deixem ir, ou que as unhas penetrem. O murchar é desesperador.
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